Especial
Na Romaria COT, com o CAJADO na mão, estamos repetindo a oração do Profeta Miquéias, que orou a Deus dizendo:
“Conduzi com o CAJADO o vosso povo, o rebanho de vossa herança que se encontra espalhado pelas brenhas, para o meio de vergéis; que ele paste como outrora em Basã e em Galaad" (Mq 7,14).
Durante a Romaria COT, o CAJADO em nossas mãos deixa de ser um símbolo esquecido do pastoreio amoroso de Deus sobre seus filhos, e se torna uma forte lembrança da aliança de Deus com seu povo. Se torna um forte louvor de gratidão por Jesus ter vindo sofrer por nós por amor e só por amor, sendo para nós o único "Caminho, Verdade e Vida" (Jo 14,6).
O CAJADO se torna oração, na qual intercedemos por nós, Romeiros COT, pela Igreja e pela humanidade inteira. Pedimos a Deus perdão pelos pecados de todos os homens e a salvação eterna das almas criadas à imagem e semelhança do Criador.

Durante a Romaria COT, ao usarmos o CAJADO como apoio enquanto andamos, temos o entendimento e a fé de que estamos nos apoiando na bondade, misericórdia e cuidados de Deus por nós, pois o Profeta Zacarias chama o CAJADO do Pastoreio divino de Benignidade e Pacto de Fraternidade.
O Profeta Zacarias, a mandado de Deus, quebrou o CAJADOque representa a Benignidade e Pacto de Fraternidade.
“Tomando então Benignidade, meu CAJADO, quebrei-o, rompendo assim o pacto concluído com todos os povos” (Zc 11, 10).
“Depois tomei o meu CAJADO Liame e quebrei-o, rompendo assim o pacto de fraternidade entre Judá e Israel” (Zc 11, 14).
Recebeu essa ordem porque o povo da terra não mais temia a Deus, não O procurava, não queriam saber de seus mandamentos. Cada qual vivia como queria. Deus então disse ao Profeta Zacarias:
“Aparelha-te agora como um mau pastor. Estou pronto a suscitar nesta terra um pastor que não terá cuidado das ovelhas que perecem, não buscará as que se desgarram, não curará a que for ferida, nem alimentará a sã; mas comerá a carne das melhores e lhes arrancará as unhas’ (Zc 11, 17).
É Deus quem vai suscitar propositalmente, porque quer, esses maus pastores? Deus quer maus pastores?
Não, eles são consequência de suas vidas vaidosas e dissimuladas, não se interessam pelo serviço a Deus, pois seus interesses pessoais, com o desejo de vida fácil e cômoda, desejo de glória, poder e status os fazem vazios, sem nenhum compromisso de amor e santidade com a missão que Deus lhes deu para a salvação das almas. Deus não quer maus pastores, por isso diz:
“Ai do mau pastor que abandona o seu rebanho! Que a espada fira o seu braço e o seu olho direito! Que seque seu braço e seja coberto de trevas o seu olho direito!" (Zc 11, 15).
Deus quer bons pastores, Ele diz:
"Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com inteligência e sabedoria" (Jr 3,15).
Na Romaria COT, portanto, estamos pedindo a Deus, no Nome de Jesus, na clemência do Espírito Santo, pelos bons pastores, boas ovelhas, que os pecados dos homens que não sabem o que fazem contra Deus, não quebrem mais uma vez o divino CAJADO de Pastoreio de Benignidade e de Pacto de Fraternidade.
Aconselhamos aos Romeiros COT que jamais caiam na tentação de usar o CAJADO DA ROMARIA COT (que depois de bento pelo Padre na Missa de envio se tornou um Sacramental, assim como um terço ou crucifixo bento pelo sacerdote católico), como instrumento de superstição, pois Deus se irrita contra quem transfere seu amor, quero dizer, passa a confiar em um pedaço de madeira ou qualquer outra coisa mais do que em Deus.
O Novo Catecismo da Igreja Católica nos diz claramente acerca das consequencias que as superstições podem ocasionar em nossa relação com Deus:
“A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (39). (Novo Catecismo 2111).
Eis o que disse o Senhor ao Profeta Oséias:
"Meu povo consulta o seu pedaço de pau, e o seu CAJADO lhe faz revelações, porque o espírito de infidelidade o perde e eles se prostituem, afastando-se de seu Deus" (Os 4,12).
Levemos o CAJADO em nossa peregrinação e o tenhamos em nossa casa dentro dos objetivos da Romaria COT.
Lembremos que a cada romaria ele leva uma marca que representa um ano, quero dizer: a cada ano de Romaria COT, o CAJADO do romeiro é marcado pelos organizadores da Romaria. Quem fez duas romarias, tem duas marcas em seu CAJADO, quem fez dez romarias, tem dez marcas.
O CAJADO do Romeiro COT não é um mero pau, ou bordão, ou cacetete, ou ripa, ou haste, ou báculo.
O CAJADO representa o pastoreio divino, condução e formação, amparo e auxílio de Deus.
Faz-nos reconhecer que somos cegos e paralíticos espiritualmente, por isso precisamos de Deus nos guiando durante toda a nossa vida, e assim dizemos com Davi:
"Dirigi meus passos segundo a vossa palavra, a fim de que jamais o pecado reine sobre mim" (Sl 118,133).

O CAJADO ou a VARA DO PASTOR é usado para tocar nas patas das ovelhas de leve para que elas não se desviem ou voltem ao caminho certo.

O pastor, em certas ocasiões, pode usar o CAJADO ou VARA como arma para proteger as ovelhas ou sua vida dos lobos.
Se o pastor usa cotidianamente seu CAJADO da verdade e do amor de Deus, as ovelhas o conhecerão pela voz. Jesus diz:
"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem" (Jo 10,27).

As ovelhas também conhecem seu pastor pelo cheiro do CAJADO (cheiro da vida eterna) em sua mão ou pelo cheiro da Santidade do pastor no CAJADO, é por isso que as ovelhas conhecem o pastor e seu CAJADO. Esse cheiro é o perfume do conhecimento de Cristo. Veja o que diz o Apóstolo Paulo: "
Graças sejam dadas a Deus, que nos concede sempre triunfar em Cristo, e que por nosso meio difunde o perfume do seu conhecimento em todo lugar. Somos para Deus o perfume de Cristo entre os que se salvam e entre os que se perdem" (2Cor 2, 14-15).
Na Romaria COT, vivemos uma lembrança da Páscoa. São dias em que vivemos uma passagem do mundo dos homens para o mundo de Deus.
Dias em que saímos de nós mesmos para enfrentarmos um sacrifício de significado espiritual para a maior glória de Deus, o bem de nossas almas e de muitas outras.
Nos armamos de amor a Deus, de amor puro e fraterno com os outros romeiros, pegamos nossas mochilas e nosso CAJADOs e partimos em fila na obediência às regras da Romaria COT.
"Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso CAJADO na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor" (Ex 12,11).
Um gigante desafiava o exército de Israel humilhando-o, os soldados israelitas viam sua estatura e recuavam tremendo de medo. Saul, rei de Israel, prometeu que aquele que matar o gigante será cumulado de favores, casará com sua filha e isentará de impostos em Israel a casa de seu pai.
Davi foi levado até o rei Saul e disse-lhe: “Ninguém desanime por causa desse filisteu! Teu servo irá combatê-lo."

Combatê-lo, tu?! Exclamou o rei. Não é possível. Não passas de um menino e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade.
Davi respondeu a Saul: Quando o teu servo apascentava as ovelhas do seu pai e vinha um leão ou um urso roubar uma ovelha do rebanho, eu o perseguia e o matava, tirando-lhe a ovelha da boca. E se ele se levantava contra mim, agarrava-o pela goela e estrangulava-o.
Assim como o teu servo matou o leão e o urso, assim fará ele a esse filisteu incircunciso, que insultou os exércitos do Deus vivo.
O Senhor – acrescentou - que me salvou das garras do leão e do urso, salvar-me-á também das mãos desse filisteu. Vai, disse Saul a Davi; e que o Senhor esteja contigo!
O rei revestiu Davi com sua armadura, pôs-lhe na cabeça um capacete de bronze e armou-o de uma couraça.
Davi cingiu a espada de Saul por cima de sua armadura e tentou andar com aquela equipagem inusitada. Mas disse a Saul: Não posso andar com isso, pois não estou habituado!
E, tirando a armadura, tomou seu CAJADO e escolheu no regato cinco pedras lisas, pondo-as no alforje de pastor que lhe servia de bolsa. Em seguida, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu.
De seu lado, o filisteu, precedido de seu escudeiro, aproximou-se de Davi, mediu-o com os olhos, e, vendo que era jovem, louro e de delicado aspecto, desprezou-o.
Disse-lhe: Sou eu porventura um cão, para vires a mim com um CAJADO? E amaldiçoou-o em nome de seus deuses.
Vem, continuou ele, e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!
Davi respondeu: Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, do Deus das fileiras de Israel, que tu insultaste.
Hoje o Senhor te entregará nas minhas mãos, e eu te matarei, cortar-te-ei a cabeça, e darei os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra. Toda a terra saberá que há um Deus em Israel; e toda essa multidão saberá que não é com a espada nem com a lança que o Senhor triunfa, pois a batalha é do Senhor, e ele vos entregou em nossas mãos!
Levantou-se o filisteu e marchou contra Davi. Davi também correu para a linha inimiga ao encontro do filisteu.
Meteu a mão no alforje, tomou uma pedra e arremessou-a com a funda, ferindo o filisteu na fronte. A pedra penetrou-lhe na fronte, e o gigante caiu com o rosto por terra.

Assim venceu Davi o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. E como não tinha espada na mão, correu ao filisteu, subiu-lhe em cima, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu campeão, os filisteus fugiram” (1Sm 17, 32-51).
Deus apareceu a Moisés e o mandou libertar o seu povo da escravidão do Egito.

“Moisés respondeu: “Eles não me crerão, nem me ouvirão, e vão dizer que o Senhor não me apareceu”. O Senhor disse-lhe: “O que tens na mão?” “Uma vara.” “Joga-a por terra”. Ele jogou-a por terra; e a vara transformou-se numa serpente, de modo que Moisés recuou. O Senhor disse-lhe: “Estende tua mão e toma-a pela cauda – ele estendeu a mão e tomou-a, e a serpente tornou-se de novo uma vara em sua mão–; é para que creiam que o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, realmente te apareceu” (Ex 4, 1-5).
O primeiro:
O uso do CAJADO é para Moisés realizar sinais (aqui, o CAJADO está sendo chamado de vara).
O segundo:
Quando o CAJADO se transforma numa cobra, Deus manda Moisés pegar a cobra pelo rabo e não pela cabeça. Isso é inusitado porque, pegando a cobra pelo rabo ela fica com a cabeça e dentes livres para picar.

Deus manda agir assim para que saibamos que é Ele quem salva seu povo, mesmo usando um homem como instrumento.

Moisés tinha matado um soldado egípcio, pois o viu agredindo um judeu. Moisés fugiu para Madiã, escondeu-se na casa do sacerdote Jetro.
A estória diz que Jetro havia sido um dos conselheiros do Faraó, era ele o mais sábio dos sábios dos conselheiros do Faraó, ele decifrava o caminho dos astros, conhecia os segredos da natureza, percebia intenções dos corações, penetrava nas mentes.
Moisés conheceu Jetro no palácio quando ele era ainda jovem. Jetro, por discordar de muitos atos do Faraó, pediu para ir morar no deserto. O Faraó lhe deu o direito de fazer um pedido.
Jetro disse: "Tenho um longo caminho pela frente. Dê-me, aquele CAJADO guardado por anos na sala do Faraó. Ele me permitirá caminhar com mais facilidade".

O Faraó não entendeu porque Jetro não pediu riqueza, e concedeu o seu desejo, entregou-lhe o CAJADO. Porém, o CAJADO não era um simples pedaço de pau.
Jetro sabia disso. O CAJADO tinha vindo do Jardim de Éden, tinha sido tirado da Árvore do Conhecimento. Deus o criara à tardinha do primeiro descanso do mundo. Feito de safira tinha impresso nele o Nome de Deus e 10 letras hebraicas, as iniciais das dez pragas do Egito.
Adão o recebeu de Deus no Jardim do Éden. Quando morreu, deu-o para Enoch. Quem tinha o CAJADO com fé em Iahweh, suavizava o cansaço e fazia o trabalho mais pesado parecer leve.

Noé usou-o para medir a Arca na qual sobreviveu durante o dilúvio. Em seguida, pertenceu a Abraão. Depois a seu filho Isaac e a Jacob, que ao ir para o Egito, levou o CAJADO, deixando-o como herança a seu filho José.
Quando José morreu, suas propriedades passaram a pertencer ao Faraó. O Faraó ordenou que lhe fosse trazido e bem guardado o CAJADO de José. Por várias vezes, o Faraó tentou usar o CAJADO para fazer os sinais que ele ouviu falar a respeito de Moisés, mas nada acontecia.
Quando Jetro voltou para Madiã, ele plantou o CAJADO no jardim. No momento em que o encostou à terra, o CAJADO contraiu-se inexplicavelmente, voltou a seu estado de raiz.
Nada crescera dessa raiz, nenhuma folha, flor ou fruto. Jetro tentou plantá-lo de novo, mas não conseguiu arrancá-lo do solo. Resolveu deixar o CAJADO onde estava.
Jetro tinha filhas. Uma delas, chamada Séfora, era muito jovem, bela e sábia, apesar da tenra idade. Muitos homens jovens queriam casar com ela, mas ela os repelia e dizia: 'o homem que vai casar comigo é aquele que Deus escolheu e deu força para tirar o CAJADO da terra. Serei do homem que é capaz de fazer a vontade de Deus. Serei dele e de ninguém mais' e se impacientava com a insistência de alguns, aos quais enojava.
De alguma forma, no coração, Séfora sabia que o CAJADO só faria sinais nas mãos daquela pessoa que Deus escolhera e de nenhuma outra pessoa. Muitos tentaram tirar o CAJADO do chão e casar com Séfora, mas ninguém nem conseguia mexer nele.
Um dia, Séfora, com suas irmãs, foram dar água às ovelhas, mas alguns maus pastores as proibiam e as humilhavam. Moisés, que tinha atravessado o deserto, tinha acabado de chegar a este poço de Madiã e viu a covardia dos pastores e expulsou-os, depois deu água às ovelhas das moças. Ele tinha 40 anos.

Voltando as moças mais cedo para junto de seu pai, este disse-lhes: “Por que voltais hoje tão cedo?”
Elas responderam: “Um egípcio nos protegeu contra alguns pastores e, além disso, tirou água ele mesmo e deu de beber aos animais”.
“Onde está ele? perguntou às suas filhas. Por que o deixastes partir? Chamai-o para que coma alguma coisa".
Moisés aceitou ficar em casa desse homem, o qual lhe deu por mulher sua filha Séfora. Moisés estava com 52 anos e Séfora era muito jovem.
Ela teve um filho, que Moisés chamou de Gérson, “porque, disse ele, sou apenas um hóspede em terra estrangeira”.
Séfora, ao ver Moisés, sentiu seu coração bater forte, soube que seria ele, mesmo sendo muito jovem. Eles se viam no pastoreio das ovelhas de Jetro, mas pouco se falavam. Quando falavam, era porque Séfora lhe perguntava alguma coisa sobre o rebanho. Séfora o olhava sem que ele percebesse, ela esperava que Moisés tirasse o CAJADO do chão. Se ele tirasse, então ela estava certa do que sentia sobre ele vir a ser seu futuro marido.
O avô de Séfora soube que Moisés estava fugindo do Faraó e o denunciou. Moisés ficou preso por 10 anos. Séfora levava-lhe comida. O desejo dela era que Moisés fosse o escolhido de Deus. Assim, ele seria seu marido.
Moisés foi libertado e voltou para Madiã para a casa de Jetro. Quando entrou no jardim, viu o CAJADO. Ao ver o nome de Deus gravado nele, soube que pertencia aos judeus.
Pegou-o e pronunciou o Nome de Iahweh, e o CAJADO se soltou da terra. Jetro soube que Deus iria libertar os judeus por meio de Moisés e o convidou para morar com ele. Ao virar-se, Moisés viu que Séfora estava lhe olhando.
Jetro viu os dois se olharem, percebeu que Séfora estava apaixonada e a deu em casamento a Moisés. Foi uma grande alegria para Moisés e Séfora, pois se amavam. Moisés se apaixonou por ela quando ela ia lhe levar secretamente comida quando ele estava na prisão.
Moisés, emocionado e muito feliz, disse:
"Deus me deu Séfora e o CAJADO para que eu consiga salvar o meu povo".
Com o CAJADO na mão, Moisés fez os milagres no Egito e libertou o povo judeu da escravidão.

JESUS DIZ:"EU SOU O BOM PASTOR. CONHEÇO AS MINHAS OVELHAS E AS MINHAS OVELHAS CONHECEM A MIM" (JO 10,14).

Todo pastor tem sua vara ou seu CAJADO. O CAJADO de Jesus é o anúncio da verdade que, anunciada com firmeza, ensina, admoesta, repreende e liberta. É a indicação do caminho, é a doação da vida eterna. O CAJADO representa a verdadeira fé dos filhos de Deus, a calma na condução das ovelhas feita com amor, esperança de que se arrependam de seus pecados. O CAJADO da condução lembra ao pastor que ele não pode perder a paciência com suas ovelhas, que deve ouvir seus problemas, lamentações e aconselhá-las segundo a verdade da Escritura Sagrada.
O CAJADO não é uma invocação de autoridade eclesiástica para o pastor tratar as suas ovelhas com nervosismos, humilhações e desprezos, ou castigar “as que criam problemas” se não concordam com o pastor, que se for mau pastor dirá: não é ovelha, é bode, CAJADO na cabeça dela. Esse mau pastor usará a Palavra de Deus e as leis da Igreja para procurar um meio injusto de oprimir e destruir a ovelha indefesa.
O CAJADO não é para dar cajadadas nas ovelhas e machucá-las, o CAJADO é para protegê-las. O bom pastor atrai as ovelhas sem acepção, através de amor santo e puro, pela persistência em amá-las.
Este Santo, muito solicitado nas viagens por ser patrono dos motoristas, é muito amado em toda a Igreja, tanto no Ocidente como no Oriente.
São Cristóvão foi alvo de muitas lendas, porém tudo indica que tenha vivido o significado do seu novo nome, Cristóvão: ou seja: "portador de Cristo".
Nascido na Palestina e feito mártir no ano de 250 na Lícia, cresceu Cristóvão no meio pagão e devido à vantajosa altura e força, entregou-se ao serviço militar, porém com uma ressalva: somente serviria o soberano mais poderoso.
Nas suas buscas do maior, mudou de muitos donos, quando se deparou com um, e passou a servir um rei que era considerado o maior. Contudo, o abandonou pois este temia a um tal Satanás; e, mais longe, foi ao encontrar O Soberano, O Maior do que todos, tanto assim que o próprio Malvado fugia do trono de sua Cruz.
Quando Cristóvão procurou servir o Rei dos reis, providencialmente foi instruído por um cristão eremita, que lhe indicou o caminho da oração, meditação da Palavra e penitência; Cristóvão, vendo toda sua dificuldade para este tipo de prática, abraçou o conselho de servir um povo pela caridade, já que, agradecidos, rezariam por ele.
O serviço era concreto, pois teria de usar toda sua altura e fortaleza para atravessar as pessoas de uma margem à outra, e isto fazia com facilidade. Quando de repente tomou nos ombros um leve menino o qual começou a pesar tanto que o gigante de Deus precisou apoiar-se num CAJADO para atravessá-lo.
A partir deste fato, mudou seu nome para Cristóvão, pois ao suspirar quanto ao peso que parecia o Mundo, ouviu do menino sorridente: "Muito mais do que o mundo inteiro: tu carregaste o Senhor do Mundo. Sou Jesus, a quem tu serves".
Saiba mais sobre São Cristóvão
São Cristóvão, rogai por nós!
Lembremos da santidade do Papa Celestino I, que governou a Igreja dos anos 422 até 432. Ele nasceu na Itália e, ao ser escolhido para governar a Igreja do Cristo, usou muito bem o CAJADO da justiça e paz.
No tempo dele, a auto-suficiência do pelagianismo, que, embora condenado no Concílio de Cartago, perdurava querendo "contaminar" os cristãos, pois afirmava uma auto-salvação.
Combatente também contra a heresia do Nestorianismo - que afirmava ter Jesus duas naturezas e duas pessoas - São Celestino fez de tudo para condenar o erro e pecado sem deixar de amar o errado e o pecador; assim viveu na santidade até entrar na eterna casa dos santos em 432.
Saiba mais sobre São Celestino
São Celestino, rogai por nós!
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