Os triângulos do Holocausto

2 mai 2008 | Categoria: Geral
Repórter: Ezequiel Rocha

Os triângulos do Holocausto

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Os campos de concentração nazis, durante a Segunda Guerra Mundial, possuíam um sistema de figuras geométricas em forma de triângulos, para auxiliar na identificação do tipo de pessoa que a portava. Alguns historiadores dizem invertidos, contudo isso, é com respeito a cor, as inclinações e a sobreposição das figuras que se baseavam os criterios para classificação dos segregados em seus respectivos lugares (campos).

emblema dos nazis para identificar um judeu

Triângulos amarelos invertidos: emblema dos nazis para identificar um judeu

Índice

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[editar] Os triângulos

Artigo Principal Holocausto.

Face ao enorme remanejamento nos campos de concentração alemães e para efeito de transporte de prisioneiros que cumpriam tarefas fora dos campos, em vez de números, os administradores tiveram que elaborar uma engenhosa solução geométrica de identificação, que facilitava-os no monitoramento entre outros cidadãos que trabalhavam nas industrias bélicas. Esses prisioneiros, foram requeridos “caso não saibam os detentos cumpriam tarefas fora dos campos” a serviço, tinham que usar triângulos coloridos nas vestes “no lugar dos crachas de hoje” para sua rápida identificação ao longe. Eram as cores dos triângulos que facilitavam identificar tanto o campos de origem do prisioneiro como seu idioma. Como esses campos eram organizados para atender o idioma dos prisioneiros, a nacionalidade e ou preferência política, alguns historiadores entenderam que os triângulos teriam a obrigação de responder sua etnia (no sentido de raça e religião). Desse modo, com ou sem etnia , as cores variariam muito de campo para campo e de lugar para lugar. As tonalidades mais comuns correspondiam aos campo mais populosos.

[editar] Como exemplo

Amarelo
judeus — dois triângulos sobrepostos, para formar a Estrela de Davi, com a palavra “Jude” (judeu) inscrita; mischlings i.e., aqueles que eram considerados apenas parcialmente judeus, muitas vezes usavam apenas um triângulo amarelo.
Vermelho
dissidentes políticos, incluindo comunistas, sociais-democratas, liberais e anarquistas.
Verde
criminoso comum. Criminosos de ascendência ariana recebiam frequentemente privilégios especiais nos campos e poder sobre outros prisioneiros.
Púrpura (roxo)
basicamente aplicava-se a todos os objectores de consciência por motivos religiosos, por exemplo, as Testemunhas de Jeová, que negavam-se a participar dos empenhos militares da Alemanha nazis e a renegar sua fé assinando um termo declarando isto.
Azul
imigrantes. Foram usados, por exemplo, pelos prisioneiros Espanhóis que se exilaram em França a seguir à derrota na revolução Espanhola, e que mais tarde foram deportados para a Alemanha considerados como apátridas.
Castanho
ciganos roma e sinti.
Negro
lésbicas e mulheres “anti-sociais”. (alcoólatras, grevistas, feministas, deficientes e mesmo anarquistas). Os Arianos casados com Judeus recebiam um triângulo negro sobre um amarelo.
Rosa
homossexuais.

[editar] A questão dos triângulos invertidos

Os triângulos coloridos cumpriam a missão de identificar os detentos quando mandados para trabalhar em alguma fábrica ou no ir e vir as cidades, logo alguns segregados (astutamente) descobriram que invertendo o lado do triangulo o mesmo mudava de cor. Essa cor de fundo facilitava ao elemento se comunicarem com outros campos ou em alguns casos cumprir tarefas num campo menos vigiado e depois fugir, essa solução entretanto foi descoberta e algum administrador elaborou outra solução sobrepondo os triângulos de algumas classes.

[editar] Letras

Além do código das cores , alguns subgrupos tinham o complemento de uma letra localizada no centro do triângulo, para especificar prefixo do país de origem do prisioneiro, por exemplo:

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_tri%C3%A2ngulos_do_Holocausto

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