O que diz o Frei Antônio Moser x Pe. Divino Antônio Lopes FP, sobre o carnaval. O 1º adora o 2º reprova

16 fev 2009 | Categoria: Apostasia, Geral
Repórter: Ezequiel Rocha

Sobre o carnaval Frei Antônio Moser ensina aonde vai que “já conseguiu dar uma grande passo no caminho da libertação de uma mentalidade doentia” da época em que ele passava três dias de carnaval adorando o Santíssimo Sacramento. Hoje ele vê as pregações contrarias ao carnaval que recebeu na Igreja como “marcas negativas” de um “discurso moralizante”.

Frei Antônio Moser espera que “os cristãos que já chegaram ao terceiro milênio dessem alguns passos em frente” em aceitar brincar o carnaval sem medo de estar pecando. Ele acha que não há nada demais em olhar os corpos das carnavalescas seminuas na folia. Não atiça a libido dos homens olhar as partes sensuais de seus corpos voluptuosos mexendo seios, quadris e genitália propositalmente na direção das câmeras de TV e celulares.

Sobre o carnaval Frei Moser diz:

1- “A maldade que “se vê” no mundo, depende muito do olhar de cada um”.

2- “Hoje, qualquer pessoa normal concordará que esta é uma das poucas e boas práticas de lazer que nos restam”.

3- “Ninguém mais fica se preocupando com os centímetros a mais ou a menos de roupa que se usa”.

4- “Tudo é uma questão de olhar”.

5- “Há muito para se aprender com as “escolas de samba”. As pessoas que têm “mente podre”, novamente, são capazes de ver alguns eventuais exageros nas escolas de samba. Mas uma mente sã, será capaz de entrever não só a beleza do ritmo e das coreografias, como será capaz, sobretudo, de discernir muitas virtudes escondidas por trás daqueles desfiles”.

6- “Seria bom que, em vez de ficar criticando o que se imagina ter acontecido, nós buscássemos no carnaval alternativas para descansarmos, para depois, sim, pegarmos firmes na Quaresma”.

7- “Para as pessoas de mente mais aberta, ousaria sugerir que fossem criativas, buscando alternativas para aquelas práticas eventualmente associadas ao Carnaval.

8- “As manifestações de alegria profunda e verdadeira sempre vêm de Deus”.

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Os católicos que pensam como o Frei Antônio Moser, dizem sobre os 7 pecados do Carnaval:

O Carnaval acabou : (E agora começa a Quaresma, tempo de reflexão e de pedir perdão pelos pecados cometidos. Assim, imbuído do espírito cristão resolvi encarar os meus pecados e descobri que cometi todos.
— GULA: É impressionante a minha capacidade de cometer este pecado. Seja cerveja, cachaça, caipivodka, conhaque, uísque… Como pequei!
— IRA: Como tem gente sem noção de respeito, educação e higiene. Jogavam de tudo na rua, em alguns lugares era como andar numa lixeira. Não vou nem falar dos banheiros químicos, ou da falta deles.
— LUXÚRIA: Meu pecado preferido! Como tinha mulher bonita. Eram diabas, enfermeiras, santas, fadas, princesas… Até uma noiva! Não sabia se vendia a alma ou procurava redenção.
— PREGUIÇA: Lutar contra ela a cada dia do reinado de Momo era um verdadeiro duelo. Eu ia dormir com o sol já nascido e estava de pé antes do meio-dia. Mas fui vencido na Terça-feira Gorda, passei o tempo todo no sofá, ora assistindo TV, ora sendo visto por ela enquanto dormia.
— INVEJA: Ver aqueles camarotes cheios de gente bonita, comes e bebes e ainda poder ver o desfile de uma área privilegiada é de deixar qualquer um com água na boca.
— SOBERBA / VAIDADE: Seja fantasiado para o desfile da Mangueira, ou só com acessórios para chamar atenção. A minha preocupação com o visual foi grande, e a chuva que caiu nos primeiros dias foi uma ameaça constante.
— AVAREZA: Esse é um pouco complicado, não foi direcionado para outros. Acabei não programando bem as minhas férias e não quis gastar dinheiro no meu prometido Carnaval pelo Nordeste. Tenho que tomar vergonha na cara!

(Esse texto dos 7 pecados é do site: http://extra.globo.com/blogs/saideira/post.asp?t=os-7-pecados-do-carnaval&cod_Post=89263&a=212)
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Carnaval:

Festa de Deus ou do diabo?

Para Dr. Frei Antônio Moser é festa de Deus.

Para a doutrina bíblica na Igreja, carnaval é festa do diabo.


Eis uma das pregações do Frei sobre o carnaval:

Frei Antônio Moser

Carnaval: Festa de Deus ou do diabo?

Dr. Frei Antônio Moser

Os dias de carnaval estão entre as primeiras e mais profundas marcas da minha infância. Não porque eu andasse por aí em algum clube ou participando de algum bloco de rua. É que na minha terra e naquela época, carnaval eram três dias de adoração ao Santíssimo Sacramento visando reparar os muitos pecados que se cometiam naqueles dias pelo Brasil afora.Na minha inocência tentava, em vão, compreender o que havia em comum entre adoração-carnaval e pecado. E ficava imaginando que tipo de pecado era aquele que colocava tanta gente no inferno. Claro que, com o tempo, fui tentando organizar meus pensamentos e esquecer aquelas marcas negativas. Mas confesso que ainda hoje carrego comigo algumas daquelas marcas.

Infelizmente, não sou o único a carregar as marcas negativas de um discurso moralizante contra o carnaval e seus pecado. Lá no fundo, muitos católicos continuam associando carnaval e pecado, e sobretudo “aqueles pecados”. Já conseguiu dar um grande passo no caminho da liberação de uma mentalidade doentia que é capaz de perceber que “aqueles” pecados não acontecem só no carnaval, e que os pecados que acontecem no carnaval nem sempre são os piores. Mas seria de esperar que os cristãos que já chegaram ao terceiro milênio dessem alguns passos em frente. E é neste sentido que gostaria de acenar para alguns pontos.

1) A maldade que “se vê” no mundo, depende muito do olhar de cada um. Lembro-me que, de novo, quando criança, ir à praia era considerado um dos piores pecados. Só arriscavam ir à praia pessoas más… Hoje, qualquer pessoa normal concordará que esta é uma das poucas e boas práticas de lazer que nos restam: “descansar na praia”. E já faz muitos anos que não se vê mais ninguém comentar o tamanho do maiô ou do biquini, ou de outros trajes menores ainda. E o mais curioso é que, felizmente, ninguém mais fica se preocupando com os centímetros a mais ou a menos de roupa que se usa. Como nos diz o Evangelho, precisamos primeiro tirar a trave do nosso olho, para só então podermos tentar remover o cisco que se encontra no olho do outro. Tudo é uma questão de olhar… “é do coração que brotam todos os pecados…”; e tudo é questão de ambiente. Uma mesma “veste” que não escandaliza ninguém na praia, pode fazer mal e revestir-se de um sentido maldoso num outro ambiente.

2) Há muito para se aprender com as “escolas de samba”. As pessoas que têm “mente podre”, novamente, são capazes de ver alguns eventuais exageros nas escolas de samba. Mas uma mente sã, será capaz de entrever não só a beleza do ritmo e das coreografias, como será capaz, sobretudo, de discernir muitas virtudes escondidas por trás daqueles desfiles. A primeira destas virtudes é resultante de um trabalho “conjunto”, e feito “com alma”. Numa escola de samba ninguém ganha ponto sozinho. A segunda é resultante da persistência, e porque não dizer da renúncia a tantas distrações, como aquelas cultivadas pelos “videotas”, ou seja, por aquelas pessoas que perdem horas e mais horas diante de programas fúteis de TV, ou de partidas igualmente fúteis de futebol, ou de outro jogo qualquer. Muitos destes programas são carregados de violência. Em pior situação só ficam aqueles que preferem imagens de guerras e de destruição Solidariedade e disciplina são outras duas virtudes a serem lembradas neste contexto.

3)O Carnaval é um exemplo de “invenção” que brota da sabedoria cristã. Para entender a origem cristã do carnaval, devem ser levados em consideração ao menos dois fatores: a tendência de “batizar” certas festas pagãs e a consciência de que “ninguém é de ferro”. Quando estudamos a origem de várias de nossas festas e celebrações litúrgicas, vamos encontrar nelas uma raíz pagã. Ou seja, a Igreja nascente e dos primeiros séculos ficava atenta a certas festas e a certos comportamentos pagãos, para superá-los através de uma espécie de sublimação. Sabidamente o próprio dia do Natal tem a ver com uma festa pagã dedicada ao “deus Sol”. A introdução progressiva aos “mistérios da fé”, também tem algo a ver com uma certa necessidade humana de preservar contra a banalização certas dimensões muito profundas da vida.

Pois bem, percebendo que os pagãos tinham alguns dias de festividades mais intensas, e que com certa facilidade levavam a exageros (festa do vinho, por exemplo), a Igreja, em sua sabedoria, entreviu no carnaval uma possibilidade de os cristãos encontrarem maneiras alternativas para se alegrarem e se descontraírem. Sabendo que “ninguém é de ferro”, a mesma Igreja que pregava a necessidade do jejum e da penitência, sobretudo no período da Quaresma, olhou com bons olhos a organização de uma espécie de “despedida” dos dias normais, para uma entrada corajosa no período da Penitência. Não se poderia, sem mais, afirmar que a Igreja “criou” o carnaval, através de uma espécie de decreto. Aliás este sabidamente não é seu feitio. Mas pode-se dizer que a Igreja olhou com bons olhos e até incentivou o “batismo” de dias de “folia”, para então poder concluir: “agora vocês que já brincaram peguem firme no jejum quaresmal”.

4) As considerações feitas acima nos levam à algumas conclusões:

Primeira: toda e qualquer atividade, todo e qualquer momento, podem ser propícios tanto para a graça, quanto para o pecado. Às vezes os mesmos gestos podem traduzir graça ou pecado. Depende de quem os faz, como os faz e com que motivações os faz.

Segunda: seria bom que, em vez de ficar criticando o que se imagina ter acontecido, nós buscássemos no carnaval alternativas para descansarmos, para depois, sim, pegarmos firmes na Quaresma. É isto que fazem milhões de famílias: aproveitam estes dias para ir à praia, conhecer algum local especial, visitar parentes e amigos, ou mesmo, ficam de “papo para o ar”. Lembro que as “mentes podres” de algumas pessoas ficam vendo fantasmas onde eles não existem; ou mesmo, que certas condenações moralizantes traduzem desejos ocultos, mas muito profundos dos resmungões da vida. Lembremos o ditado: “quem desdenha quer comprar”.

Terceira: para as pessoas de mente mais aberta, ousaria sugerir que fossem criativas, buscando alternativas para aquelas práticas eventualmente associadas ao Carnaval e que não condizem com nossa compreensão cristã da vida, e que não convêm a nós cristãos. Falando mais claro: por que não organizar um carnaval “leve” para nossas crianças e adolescentes, para nossa segunda e terceira idades, mesclando danças, músicas ritmadas, momentos de brincadeira e outras coisas interessantes?

Quarta: mas afinal, o carnaval é festa de Deus ou do diabo? Para bom entendedor, meia palavra basta: tudo depende de como você “imagina”, “vê”, ou “vive” o carnaval. As manifestações de alegria profunda e verdadeira sempre vêm de Deus; as “rosnadas” de mau humor sempre vêm do diabo. Ao que tudo indica, a Igreja dos primeiros séculos mais temia os mal humorados do que os “foliões”, pois os primeiros são quase incorrigíveis, uma vez que se julgam melhores do que os outros, e quem sabe até já “salvos”; enquanto os segundos, são capazes de apresentar mais disponibilidade para cultivar certas virtudes cristãs, como as apontadas acima: trabalho em conjunto, solidariedade, persistência, coragem para enfrentar os revezes da vida…

fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=251241

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O que diz Pe. Divino Antônio Lopes FP sobre o carnaval?




Revmo Pe. Divino Antônio Lopes FP., Fundador do Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima e do Movimento Missionário Lanceiros de Lanciano.


CARNAVAL:



VÔMITO


e


ESTERCO


de


SATANÁS

É MENTIROSO

aquele que diz

que o CARNAVAL

é uma BRINCADEIRA

Carnaval é tempo dos espetáculos profanos, dos bailes de mascarados, das danças e orgias que se multiplicam nas vésperas da Quaresma, mormente nos três dias antes da Quarta-feira de Cinzas. Perder tempo, exagerar as despesas, fazer da barriga seu deus, fingir que está alegre, encher a alma com imagens e pensamentos indecentes, avivar o fogo das paixões, atirar-se de caso pensado aos maiores perigos… não será isto diretamente oposto ao Cristianismo que prescreve o bom uso do tempo, prudente economia, a temperança, a vigilância nos sentidos, a mortificação das paixões e a fuga dos perigos? Deixam após si, estes dias de pecados: tantas vítimas de impureza, de embriaguez e milhares de famílias na vergonha e na miséria.


Quisera a Igreja Católica preparar seus filhos à penitência, e por isso lhes lembra, nesta fase, os sofrimentos de Jesus Cristo. Não negará esta boa Mãe, aquele que passa estes dias na dissipação? Com que cara podem católicos assim dizer-se discípulos de Cristo e filhos da Igreja Católica, que sempre condenou tais desordens? Não digam que não fazem mal! Será pouco mal esbanjar tempo e dinheiro, estragar a saúde, expor a honra e a inocência a perigos onde tantas vezes naufragam? Não se desculpem com a necessidade do descanso: estarão, porventura, bem descansados no dia seguinte? Serão descansos, divertimentos que arruínam a saúde do corpo e da alma?


Fugi, católicos, de tão perigosos passatempos! Seja vosso gosto trabalhar, combater e sofrer com Jesus Cristo, neste mundo, para, com Ele, gozar eternamente no Céu. Quem pula carnaval grita: SOLTA BARRABÁS e CRUCIFICA JESUS CRISTO.


O CARNAVAL é a festa do demônio e o desfile do inferno.

O CARNAVAL é a festa do nudismo e da bebedeira.

O CARNAVAL é a festa da prostituição e da destruição das famílias.

O CARNAVAL é a festa da fornicação e da exaltação do homossexualismo.

O CARNAVAL é a festa das drogas e do assassinato.

O CARNAVAL é a festa do barulho.

O CARNAVAL exalta o mal e ridiculariza o bem.

O CARNAVAL é a festa do pecado. Nela, o demônio laça milhões de almas para o seu exército.


Nessa festa do inferno, milhares de crianças perdem a inocência e milhares de jovens perdem a virgindade.


Ai daquele que PROMOVE o CARNAVAL! Melhor seria se não tivesse nascido! “… ai do homem pelo qual o escândalo vem!” (Mt 18, 7).

Os SANTOS e o CARNAVAL

Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais).


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”. Naqueles dias,  esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.


São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.


Santo Afonso Maria de Ligório escreve:

“Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.


Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado…” (Carta 162).


Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

CATÓLICO,

não FIQUE de BRAÇOS CRUZADOS,

mas PROTESTE contra essa

FESTA do DEMÔNIO!

Savonarola e o protesto contra o carnaval

Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.

Será que os Excelentíssimos senhores Bispos e os Reverendíssimos senhores padres fazem o mesmo hoje? Será que possuem essa coragem e convicção?

São Pedro Claver e o carnaval

Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.

— Padre, aonde vai com esse saco?

— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?

O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.

O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.

— E agora? – pergunta o oficial.

— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.


Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval

“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).

CARNAVAL:

Semana de FOLIA desenfreada

No tempo do carnaval, Nosso Senhor Jesus Cristo renova a sua sangrenta Paixão; por isso, Ele repete com toda verdade as suas palavras dilaceradoras: “Troçarão de mim, cuspir-me-ão no rosto, matar-me-ão na cruz”.


Todos os pecados de gula não são, porventura, o cálice amargo renovado para Ele?


Todas as imodéstias no vestir, os olhares impuros, as ações obscenas não repetem porventura o despimento  das suas vestes e a sua bárbara flagelação?


E as máscaras que escondem o rosto para não sentir o rubor de certas baixezas, não são semelhantes às vendas por dentro das quais os soldados escondem a cabeça majestosa de Deus, para ficarem mais livres de injuriá-lo?

E toda blasfêmia, e todo grito imundo, e todo riso descomposto, não assemelham às cusparadas com que foi conspurcada a face do Senhor?

Sim! Para Jesus a semana do carnaval é uma nova semana da Paixão; e os pecados do carnaval pesam-lhe nos ombros, como um dia lhe pesou a cruz na qual devia morrer.

Por sorte, neste mundo não há apenas judeus, nem apenas soldados brutais cujo mau coração se alegra com martirizar um inocente, nem todos são como Pilatos, nem todos são como Herodes ou Caifás: há também almas boas, como Verônica, que enxugam o rosto do Salvador das lágrimas e do sangue; há também homens generosos, como Cireneu, que o ajudam a carregar a sua cruz.

Nunca, como na semana do carnaval, Jesus é feito sinal de contradição: de um lado a loucura desenfreada, de outro o amor fiel.

Terrível é a semana do carnaval. Nela as almas, como numa carruagem, voam ansiosas aos prazeres pecaminosos. Do fundo delas uma voz se levanta e protesta: “Pára: na estrada destes divertimentos há estendido o Corpo de Cristo, teu Rei, morto na cruz”. “Não importa! Respondem elas. – Contanto que eu possa desfrutar, avante…!” E passam adiante, e, com o calcanhar pisam as mãos chagadas, os pés chagados e o coração chagado do Crucificado.

Mas é uma necessidade divertirmo-nos um pouco, antes de entrarmos nos dias severos da quaresma. Os que assim argumentam são, pois, aqueles que transgridem todos os jejuns, as penitências e as orações do tempo quaresmal. E, além disso, como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.

Bem acertaram os Padres antigos quando disseram que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E que os que se chafurdam dentro dela são todos cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se. Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demônio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido. Mas eis que nestes dias, muitíssimos arrancam do seu coração as renúncias e o batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas.

Há outros que argumentam assim: “Não acho nada de mal em ir a certas representações, aos clubes dançantes ou cantantes, aos bailes de máscaras…”

Pobres católicos! Mister faz realmente dizer que perderam o senso do bem e do mal.

Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demônio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demônio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque  a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26).

Pensai então, católicos, que pecado cometem esses pais indignos que levam seus filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir suas filhas! Aquelas mães da Síria que lançavam as suas criaturas na boca inflamada do deus Baal, no dia do juízo terão mais misericórdia do que estas mulheres cristãs que lançam seus filhos na boca ardente do fogo eterno.

Elas não têm tempo nem vontade de lavá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as  acompanham – aos sacramentos do demônio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.

Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).

Santo Ambrósio exortava, no princípio do carnaval, aos católicos do seu tempo da seguinte maneira.

O herói Ulisses, voltando de Tróia conquistada, devia passar pela ilha das sereias: dali elevava-se sempre uma canção fascinante, aliciadora e irresistível. Mas todo nauta que cedia à lisonja daquela música ia à ruína; e o recife já estava todo branco de ossadas humanas. Para vencer a tentação, o astuto herói fez-se amarrar ao mastro da nau, e pediu aos companheiros que não o desamarrassem senão depois de passado o perigo. Só assim pôde salvar e rever Ítaca, seu reino e seu domicílio.

Católicos, o carnaval pode ter para nós uma voz de sereia, irresistivelmente aliciadora: quem cede vai de encontro aos brancos escolhos da eterna ruína. Amarremos nossa alma ao mastro da Cruz da qual pende Deus que morre pela nossa salvação; meditemos o seu gemido e também nós nos salvaremos de todo perigo.

CARNAVAL: água lodosa

Na História Sagrada conta-se o caso de uma cidade onde as águas se haviam tornado lodosas e impotáveis. Os habitantes correram ao profeta Eliseu, que, mandando trazer a si um vaso cheio de sal derramou-o nas fontes poluídas. Desde esse momento as águas tornaram a fluir límpidas e potáveis (2 Rs 2, 19-21).

No tempo do carnaval, as águas do mundo tornam-se realmente lodosas, e exalam miasmas pestíferas de corrupção. Os bons católicos forçados a viver no meio dele estão em grave perigo de contágio, se não recorrerem à desinfecção. E eis que a Santa Igreja imita o gesto do profeta Eliseu, e com maternal preocupação derrama nas almas o sal que purifica e que preserva. Este sal é a lembrança da Paixão de Nosso Senhor.

Num trecho do Evangelho, Nosso Senhor prediz aos Apóstolos a sua crucifixão iminente. O Mestre ia para a Páscoa em Jerusalém, e sabia que fazia uma viagem sem retorno na sua vida. Ao longo da estrada Ele tomou à parte os Doze e levantou para eles o véu que ocultava o seu fim próximo. “Chegado é o momento em que as profecias sobre o Filho do homem devem verificar-se. Dentro em pouco Ele será dado em poder dos romanos: e eis que já vejo que o escarnecem, que lhe cospem no rosto, que o flagelam até o sangue; depois de o flagelarem, conduzem-no à morte. Contudo, não passarão três dias e Ele ressuscitará”.

Destas misteriosas e dolorosas previsões os Apóstolos não compreendiam nada; se alguma coisa compreendiam, não queriam acreditá-la, tanto ela lhes parecia horrível. Eram cegos na alma como o era no corpo o infeliz que eles haviam encontrado nas vizinhanças de Jericó, ao qual Jesus dera a vista com um milagre.

Também os Apóstolos se lhes abririam depois os olhos para entenderem o mistério da cruz. Também os nossos olhos foram abertos à luz da fé. Por isso, na terça-feira, que o mundo chama “gorda” por causa dos prazeres sensuais e das loucas alegrias a que muitos se abandonam, refletindo nas palavras do Senhor sobre a sua paixão, devemos sentir-nos comovidos. Deve jorrar-nos do coração a prece de Santo Agostinho: “Senhor, faze-me sentir toda a tua dor e todo o amor que experimentaste na tua paixão: toda a dor, para que eu aceite toda a minha dor neste mundo; e todo o amor para que eu recuse todo amor mundano”.

O que deve ser feito nos DIAS da FESTA de SATANÁS, isto é, do CARNAVAL?

1. Mortificar a língua, isto é, conversar moderadamente.

2. Jejuar. Evitar comer carne, frutas, doces e refrigerantes.

3. Usar o cilício uma hora por dia.

4. Não olhar programas televisivos.

5. Meditar a Sagrada Paixão de Nosso Senhor em São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.

6. Participar da Santa Missa todos os dias e oferecer a Comunhão reparadora.

7. Visitar a Jesus Sacramentado aos menos 5 vezes ao dia.

8. Rezar o Santo Terço diante do crucifixo.

9. Confessar-se.

10. Não participar da maldita “Cristoteca” nem do “Carnaval de Jesus”. Quem promove essas COISAS, usa do MANTO e do NOME SANTÍSSIMO de JESUS para esconder as suas paixões vergonhosas.

Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Anápolis, 01 de janeiro de 2009

Veja o que faz com Nosso Senhor Jesus Cristo, o Católico que promove, anima e pula CARNAVAL

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O carnaval de Flandres (gravura antiga)

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O Carnaval

É de conhecimento de todos que há muito tempo a Igreja Católica Apostólica Romana determinou que os 40 dias que antecedem a Páscoa deveriam ser dedicados à preparação espiritual da celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo com jejuns, orações, santificação.

O motivo desta determinação deu-se porque durante a quaresma não era permitida a realização de bailes, banquetes ou quaisquer outros tipos de festas, então as pessoas começaram a se concentrar nos dias que a antecediam todas as festas do período. Tudo era tolerado desde que a pessoa na quarta-feira de cinzas fosse à igreja pedir perdão. Esta situação somada à cultura africana dos escravos, na época, resultou no que conhecemos hoje como carnaval – um misto de folclore afro-brasileiro e extravagâncias. Eu sou cristão, e me faço uma pergunta: “Será que se Cristo voltasse no momento em que eu tivesse ido a um baile, ou uma festa, onde houvesse todo tipo de pecado… Jesus me reconheceria como cristão? Ele me chamaria de irmão?”

O aspecto do folclore é admirável e conta parte da identidade e da cultura do nosso povo brasileiro. A falsa idéia de se deixar levar pelo seu coração no sentido de “aproveitar a vida antes da quaresma” é que tem feito com que durante este período, e muitos outros, as pessoas criem ambientes de permissividade inigualável, se embebedando, se drogando, se prostituindo, mulheres traindo seus maridos e maridos traindo suas mulheres, havendo assim um ato pecaminoso e abominável perante a face de Deus.

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição;” (I Tessaloniceses 4:3).

A grande dificuldade é que as leis físicas não reconhecem este período em quetudo é permitido“, então muitos morrem de overdose, atropelados por bêbados, em acidentes de carro, jovens ficam grávidas, há todo tipo de violência que se formos enumerar esta mensagem tornar-se-ia grande demais. Tão pouco as leis morais não desaparecem e aquela jovem que na euforia, foi usada fisicamente sofre problemas de auto-estima, aquele que roubou, aproveitando-se da situação, vai para a cadeia e a culpa por causar acidentes, até mesmo com mortes, lateja na mente do responsável.

Todos temos consciência de que os mandamentos de Deus, suas leis espirituais, certamente, não são abolidas durante o carnaval ou qualquer outra data. Deus jamais se agradará do pecado, seja ele qual for: a imoralidade, a prostituição, a irresponsabilidade, o egoísmo e tantos outros. Aqueles que vivem praticando tais coisas estão provando que não são de Deus, que não são nascidos de Deus e passam a sofrer a culpa, o remorso, o afastamento de Deus. Quem faz tais coisas está de costas para Deus. A humanidade em geral, tem se deixado enganar pelos seus corações que as mesmas leis de Deus, que condenam também garantem o perdão.

A Bíblia nos diz que não há pecado grande demais que não possa ser perdoado desde que haja arrependimento verdadeiro. Deus está sempre pronto a nos perdoar, mas devemos buscá-Lo com sinceridade, devemos estar com nossos corações quebrantados e arrependidos. Devemos orar com sinceridade para com Deus!

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tiago 5:15).

“Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;” (Atos 8:22).
“Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem;” (Marcos 3:28).

Cristo tem poder nos céus e na terra, então tem poder para fazer com que as conseqüências difíceis do seu pecado sejam usadas para tornar você uma pessoa melhor. Arrepender-se é reconhecer o erro desejando mudar. Jesus está sempre disposto a perdoar e ajudá-lo a viver uma nova vida. Busque a Jesus agora com um coração arrependido e viva uma nova vida! Não fique se enganando ano após ano; cometendo pecado depois de pecado e sendo hipócrita dizendo-se arrependido e orando falsamente, Deus não se deixa enganar, Ele te conhece. E além do mais, tudo aquilo que fizer, planejado ou não, um dia você colherá não só aqui na terra como também no dia do juízo final de Deus.

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7).

“Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.” (Romanos 14:11).

Será que o perdão está realmente garantido a todos? Vamos fazer uma análise: Se você comete um crime premeditado a lei dos homens é mais severa, não é? Então se você, nestas datas, planeja em seu coração pecar contra Deus, praticando tais coisas, você está cometendo um pecado ou até mesmo muitos pecados premeditados, será que Deus vai te perdoar? Será que haverá um arrependimento verdadeiro em você? Certamente que não! Você teve a intenção de praticar tais delitos e não se arrependerá de coração, isto é engano! Deus é amor, mas também é justiça. Deus conhece todos os corações!

Cristo, não diz que você pode cometer um pecado após o outro, Ele diz que se você cometeu pecados e percebeu que realmente é um pecador e necessita da ajuda dÊle, se arrependendo verdadeiramente, Neste caso, então, Ele te perdoa, mas a Palavra de Deus é clara; Isaías, o Profeta, já avisava o povo que seguindo outros caminhos não haveria perdãohttp://tools.hpg.com.br/cgi-bin/Count.cgi?ft=0&dd=AI&df=danny.dat Deus diz que você deve se converter do seu caminho mau e pare de cometer iniqüidades, passando a viver uma vida santa ao lado de Cristo e, principalmente, fazer suas vontades.

Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” (Isaias 55:7).

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”. (Mateus 11:29).

FOnte: http://www.dannybia.com/danny/msg/c/carnaval.htm

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Carnaval 2009: papa “queima” hereges


Um carro alegórico da Porto da Pedra voltou a acirrar os ânimos entre o Carnaval carioca e a Igreja. O Tigre de São Gonçalo trará a fogueira da Inquisição cercada por estátuas que representam um Papa, seis cardeais, oito bispos e quatro hereges.

A alegoria, que faz parte do enredo “Não me proíbam criar, pois preciso curiar! Sou o país do futuro e tenho muito a inventar!” — de Max Lopes —, lembrará cientistas condenados à morte pelo tribunal da Igreja no Renascimento, por contrariar as leis vistas sob a ótica católica. “Não vejo problema. É História e não estou preocupado porque o assunto está carnavalizado. Não é para ofender ninguém”, defende-se Max.

Para a Arquidiocese, o carro mereceria a fogueira. “É um assunto delicado para ser usado no contexto do Carnaval. É um abuso, uma agressão à fé. O departamento jurídico já está acostumado a lidar com isso e tomará as medidas cabíveis”, ameaça o bispo-auxiliar do Rio, Dom Edney Mattoso.

D. Edney lamenta que o uso da imagem da Igreja tenha se tornado comum para criar “polêmica”: “Já está ficando batido procurar fervescência com temas religiosos. Fico perplexo com esse comportamento reprovável”.

Religiosos condenam abordagem

Religiosos não aprovam a abordagem da Inquisição no Carnaval. “O assunto é muito complexo e fora de propósito. Não se pode resumir a Igreja naquela época à imagem dos papas e bispos. A Inquisição foi um tribunal político, qualquer interpretação simples não será bem recebida pelas pessoas”, avalia o padre Jesus Hortal, reitor da PUC.

Além do contexto histórico, o padre lembrou as vítimas do antigo tribunal. “Não é um tema digno de espetáculo. Tem que se lembrar que a memória de muitas vidas está envolvida e tratar como Carnaval é desumano”, lamenta o reitor.

O bispo Dom Roberto Guimarães, responsável pela Diocese de Campos, também condenou a alegoria idealizada por Max Lopes. “Acho totalmente inoportuno. A Igreja cometeu atos reprováveis. Não entendo por que o assunto tem que ser tratado de forma tão leviana”, condenou.

A utilização de imagens que representam bispos, cardeais e até mesmo o Papa também foi alvo de críticas. “Como bispo, me sinto ultrajado, agredido e ridicularizado. Não é uma forma honesta de se tratar a História”, concluiu Dom Roberto.

Católicos: chance de ação judicial

A caracterização na alegoria da Porto da Pedra também não foi bem recebida pela Diocese de Niterói. O caso já está sendo estudado pelo Departamento Jurídico da Mitra e o monsenhor Valdir Mesquita, vigário-geral da cidade, só se pronunciará após parecer de seus advogados.

No Rio, o Departamento Jurídico da Arquidiocese estuda o que fazer. “Normalmente o diálogo é suficiente. Ainda é preciso analisar o caso com cuidado para aí começar a tomar as medidas, mas qualquer católico que se sinta agredido pode entrar com ação contra a escola”, afirma Clodine Dutra, advogada responsável.

No Carnaval do ano passado, a Viradouro precisou modificar, poucos dias antes do desfile, o carro que mostraria o Holocausto nazista. O carnavalesco Paulo Barros havia idealizado a alegoria com um destaque vestido de Hitler sobre esculturas de corpos de judeus mortos. Proibida pela Justiça, a alegoria foi alterada para o desfile.

Fonte 1:    http://irmavania.blogspot.com/2009/01/escola-de-samba-papa-queimando-hereges.html
Fonte 2:    http://www.radiomanchete.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3991&Itemid=129

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Carnaval alemão satiriza Bush e o papa Bento XVI

Carros alegóricos desfilam por cidades como Colônia, Dusseldorf e Mainz

Carros alegóricos ridicularizando políticos e outras pessoas famosas têm uma longa tradição no carnaval alemão. Entre os alvos dos carnavalescos neste ano estão o presidente George W. Bush e o papa Bento XVI. Os carros alegóricos têm até seis metros de altura e fazem parte nos corsos que desfilam por cidades como Colônia, Dusseldorf e Mainz.

Neste domingo foram apresentados os carros que estarão nesta segunda-feira,19, no desfile de carnaval na cidade de Mainz, perto de Franfurt. A cidade às margens do Reno tem um dos maiores desfiles da Alemanha, que dura cinco horas e atrai todos os anos meio milhão de turistas.

Em um dos carros alegóricos, George W. Bush é mostrado sem calças apanhando da estátua da liberdade. O papa Bento XVI também não escapa do humor carnavalesco, e é mostrado ao volante do papamóvel, que ´bateu´ no minarete de uma mesquita islâmica. A caricatura sobre rodas lembra o discurso do papa durante sua visita à Alemanha, que causou protestos em vários países de religião muçulmana.

Os carros alegóricos mostram o lado político do carnaval alemão, que existe desde a origem da festa no país. Ainda nesta segunda, vários grupos desfilam trajando uniformes tradicionais do exército e da cavalaria, o que os carnavalescos faziam antigamente para troçar dos militares.

Fonte: http://www.estadao.com.br/arquivo/cidades/2007/not20070219p14471.htm

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Você sabia?

Que os fundadores das primeiras escolas de samba eram pais de santo.

Que Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do carnaval.

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Deboche de carnaval feito contra o Papa Bento XVI e o povo católico em Veneza, Italia.

Papa Bento no Carnaval…de Veneza

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Fonte: http://pitecos.blogs.sapo.pt/10664.html

Carnaval na Alemanha

O Carnaval na Alemanha tem um elevado enfoque de crítica mordaz contra Sua Santidade O Papa Bento XVI e o povo católico em geral.

Fonte: http://www.cegueiralusa.com/2008/02/carnaval-na-alemanha.html

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A Igreja e o carnaval: mais polêmica
JOSÉ MARIA MAYRINK
O Estado de São Paulo
Enredo da Grande Rio sobre sexo e campanha contra a aids são alvos de críticasA hierarquia da Igreja Católica está lutando em duas frentes contra a propaganda da camisinha no carnaval: de um lado, críticas do arcebispo do Rio ao enredo da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio e, de outro, a oposição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) à campanha do Ministério da Saúde de combate à aids.

Depois de sugerir que a Justiça deveria proibir desfiles considerados imorais no sambódromo, o cardeal d. Eusébio Scheid pediu que a União de Juristas Católicos estudasse a possibilidade de entrar com ação contra as alegorias, fantasias e esculturas que o carnavalesco Joãosinho Trinta promete levar à avenida.

“Se for para desacreditar, perante o mundo, o carnaval do Rio – que pode ser tão lindo – através de uma ou outra cena indecorosa e inaceitável, a Justiça e o bem comum devem impedir”, disse o arcebispo na festa do padroeiro da cidade, São Sebastião, dia 20 de janeiro, numa declaração que o site oficial da arquidiocese do Rio voltou a publicar na quinta-feira.

Na véspera, um representante do cardeal acompanhou uma juíza numa visita ao barracão da Grande Rio, em Duque de Caxias, para conhecer o enredo da escola. Após a inspeção, eles saíram sem fazer comentários. Um assessor da diretoria disse que, pela reação dos visitantes, ficou a impressão de que a arquidiocese vai recorrer aos tribunais.

“Não vou mudar nada, porque o enredo é politicamente correto e colabora com a campanha do governo contra a epidemia da aids”, reagiu Joãosinho Trinta, ao tomar conhecimento da visita. Na quarta-feira, ele se encontrava em São Paulo e, por isso, não pôde receber a delegação para explicar o enredo e mostrar as alegorias à juíza.

Revoltado com a pretensão da Igreja de proibir a propaganda de preservativos e a exibição de esculturas de Adão e Eva tendo relações sexuais no Paraíso, o carnavalesco estranha que o cardeal queira censurar a reprodução de uma história que a Bíblia descreve. “Mostramos apenas que Adão e Eva obedeceram a Deus, quando ele ordenou que crescessem e se multiplicassem”, disse Joãosinho Trinta.

Além de apresentar um carro alegórico com figuras em posições eróticas do Kama Sutra – manual indiano de técnicas sexuais – o enredo Vamos Vestir a Camisinha, meu Amor”, da Grande Rio, fará a porta-bandeira e o mestre-sala desfilarem com fantasias feitas só com preservativos.

“Contamos a história milenar da camisinha para lembrar às pessoas de todas as idades que elas devem se divertir com liberdade, mas se preservando contra o risco de uma epidemia que faz milhões de vítimas”, disse Joãosinho Trinta. “É um enredo baseado em pesquisa e em cultura, que a Igreja não deveria condenar.”

Não é a primeira vez que o carnavalesco enfrenta a censura da arquidiocese do Rio. Em 1989, o então arcebispo, cardeal d. Eugênio de Araújo Sales, entrou na Justiça para obrigá-lo a cobrir com uma capa preta a imagem de um Cristo Redentor que apareceria vestido de mendigo no enredo Ratos e Urubus, Larguem a minha Fantasia, da escola Beija-Flor, de Nilópolis.

Enquanto a Grande Rio vai desfilar sob protestos da Igreja na Marquês de Sapucaí, o bispo d. Mauro Morelli – da diocese de Duque de Caxias, sede da escola – prestigiará em São Paulo o enredo da Águia de Ouro, numa homenagem da apresentadora de televisão Ana Maria Braga aos 450 anos da culinária paulistana.

“D. Mauro não vai desfilar, mas abençoar cestas de pães no sambódromo, na hora de nossa escola sair”, disse o carnavalesco Tito Arantes Filho. O convite partiu de Cláudio Cebola, que conheceu d. Mauro no Rio e achou que a partilha do pão tem a ver com o programa Fome Zero, do qual o bispo participa.

Campanha – A apologia da camisinha que irrita o cardeal Eusébio Scheid no samba-enredo e nas fantasias da Grande Rio provocou a reação da CNBB também na publicidade oficial do Ministério da Saúde de combate à aids. D. Rafael Llano Cifuentes, bispo auxiliar do Rio e presidente da Comissão para a Vida e a Família, no Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), considerou a campanha um incentivo à permissividade sexual.

“A propaganda de uso de preservativos se refere às relações sexuais promíscuas como se fossem inevitáveis e até recomendáveis”, disse d. Rafael, falando em nome do episcopado. Em sua opinião, a recomendação do uso da camisinha no carnaval encoraja a prostituição e a infidelidade conjugal. “A relação sexual deve ser natural e não pode ser desassociada da procriação.”

Especialista em direito matrimonial e autor de vários livros sobre sexo e amor, d. Rafael critica a insistência das peças publicitárias do ministério sobre a segurança da camisinha. “O governo deveria alertar para a possibilidade de falha da camisinha, pois o vírus do HIV é 450 vezes menor do que o espermatozóide”, disse o bispo, sugerindo que, à semelhança dos maços de cigarro, se coloque uma advertência nas embalagens de preservativos, alertando os usuários de que a proteção não é 100% garantida.

A campanha de combate à aids – que começou a ser veiculada há uma semana com o slogan “Pela camisinha não passa nada. Use e confie” – exibe um cartaz com um peixinho nadando numa camisinha cheia de água e um filme em que dois rapazes enchem o preservativo de refrigerante, para mostrar que o líquido não vaza em nenhum dos casos. O Ministério da Saúde mudou o slogan original (”Por aqui não passa nada. Bote fé, use camisinha”) para evitar atrito com a Igreja. Não adiantou.

“Em vez de gastar dinheiro com a distribuição de 10 milhões de camisinhas, o governo deveria imitar os Estados Unidos, que estão investindo US$ 270 milhões no combate à aids, com ênfase na abstinência e na fidelidade conjugal”, sugere d. Rafael. Ele lembra que, batendo nessa mesma tecla, Uganda conseguiu reduzir o número de casos de aids, “um fato do qual estranhamente a Organização Mundial de Saúde não fala”.

Para o representante da CNBB, a Igreja tem o direito de dar sua opinião sobre questões que, como o uso da camisinha, afetam a moralidade da família e o relacionamento entre homem e mulher. “Não temos capacidade técnica para avaliar a eficácia dos preservativos, mas devemos alertar os fiéis para os riscos, com base em estatísticas.”

Retiro – A Igreja promove retiros espirituais para os católicos que querem fugir do carnaval por motivos religiosos. Cerca de 10 mil pessoas deverão participar do encontro Rio de Água Viva, promovido pela Renovação Carismática Católica, de domingo a terça-feira, no Rio. “Esse retiro costuma ser feito no Maracanãzinho, mas, como o estádio está em obras, foi transferido para o Colégio Salesiano, no bairro do Riachuelo”, informa d. Rafael Cifuentes, um dos pregadores do retiro.

“Párocos e padres responsáveis por capelas e outros lugares de culto promovem para suas comunidades atos de desagravo ao Sagrado Coração de Jesus pelos pecados cometidos durante os dias de carnaval”, anuncia a Arquidiocese do Rio. Além de refletir sobre as verdades eternas de seu credo, os fiéis participarão de horas santas, bênçãos do Santíssimo Sacramento e recitações do rosário.

Em São Paulo, o retiro mais procurado deverá ser o Carnaval de Jesus, que padre Marcelo Rossi promoverá dia 24, em Santo Amaro. O programa começará com a celebração da missa, às 11 horas, no Santuário do Terço Bizantino, que tem capacidade para 30 mil pessoas. Padre Marcelo cantará marchinhas de sua autoria, com letras de fundo religioso.

Guardiães – O beneditino Marcelo Barros, prior do Mosteiro da Anunciação do Senhor, em Goiás, vai abrir o encontro Nova Consciência, em Campina Grande (PB), falando sobre diálogo para um grupo de mais de mil pessoas de várias religiões. É um espaço ecumênico de reflexão e prece que, apesar da semelhança, não se confunde com os retiros espirituais planejados para o carnaval.

“Não entendo esse encontro como uma alternativa para o carnaval, como se nós, ‘os santos’, nos recolhêssemos para fugir de brincadeiras e alegrias que, para a hierarquia da Igreja, são sinônimos de pecado e de maldade”, disse o monge, insistindo que, embora não seja contra retiros de carnaval, se recusa a encará-los como uma resposta a folias do demônio.

Para irmão Marcelo, alguns bispos se consideram guardiães da sociedade, numa visão de cristandade em que a Igreja teria o direito de mandar em tudo, até em blocos de carnaval. “Essa Igreja poderosa, que não tem nada da Igreja do Evangelho, é um perigo, porque, se dá ordens em coisas boas, pode cometer erros quando se intromete em coisas ruins.”

Em São Paulo, o padre Oscar Beozzo, historiador, teólogo e professor do Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização e Educação Popular, lamenta que a Igreja menospreze valores expressivos do carnaval como cultura do povo, enquanto se envolve em atritos secundários.

“O carnaval é uma festa com ligações religiosas que, em várias regiões do Brasil, nasceu de irmandades de negros, tanto em igrejas como em outras casas de culto”, lembra. Exemplo dessa ligação é a participação dos Filhos de Gandhi no carnaval da Bahia. “As escolas de samba têm um trabalho educativo e social que envolve a comunidade, com muita criatividade artística.”

A origem do carnaval é religiosa até no nome – a palavra vem do latim carnis (carne) e vale (adeus). Refere-se aos três dias de comilança e alegria que precedem a quaresma, tempo de oração, penitência e jejum, que vai da Quarta-feira de Cinzas até o domingo de Páscoa. Recuando mais no tempo, alguns pesquisadores ligam o carnaval às festas pagãs da primavera, em homenagem ao deus Saturno.

fonte: http://sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=54094

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O Carnaval e seus contrastes

Maria Clara Bingemer* 21/02/2009

É parte constitutiva da identidade do ser humano o elemento da festa. A festa interrompe o tempo cotidiano e introduz a diferença do ritual e da celebração, a fim de marcar uma ocasião especial em que é preciso deixar a rotina e voltar os olhos para o extraordinário que irrompe no tempo cronológico.

Todas as festas são eventos pelos quais se entra em outra ordem de coisas, onde a fantasia, a imaginação e o desejo tomam lugar. Festejar, portanto, é reafirmar nossa condição de ser humano; é sublinhar o fato de que não somos guiados apenas pelos instintos e pelo Kronos que implacavelmente passa. Festejar é demonstrar que temos algum senhorio sobre o tempo, transfigurando-o com o rito da comemoração e da celebração.

Em tempo de preparação e espera do Carnaval, as reflexões acima se aplicariam a essa festa. Somos instigados a refletir sobre o sentido e o objetivo da música e da dança, dos espetáculos cheios de luzes e cofres, dos corpos desnudados e fantasiados em desfile, do samba na rua, de tudo isso que compõe os três dias que o povo espera com sofreguidão. Torna-se isto ainda mais importante no Brasil, país onde o Carnaval ocupa lugar central no imaginário do povo. Chamado com justeza de “país do Carnaval”, o Brasil parece que entra em câmera lenta no Ano-Novo, para só recuperar seu ritmo e dinamismo depois dos festejos momescos.

Efetivamente, a maioria daqueles e daquelas que brincam Carnaval conhecem pouco ou nada do seu sentido mais profundo. A primeira dimensão dos folguedos carnavalescos tem a ver com um tempo religioso, cósmico e sagrado, onde a transcendência mesma é que irrompe e transfigura o Kronos. O antropólogo Roberto da Matta nos chama a atenção em seu conhecido livro “Carnavais, malandros e heróis” para o fato de que o Carnaval fica suspenso entre o Advento (tempo ligado ao nascimento de Cristo que é celebrado no Natal) e os 40 dias da Quaresma, esse período de penitência e mortificação que visa à conversão (metanoia), o qual culmina com a celebração dos mistérios da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

De fato, é como se todo o ritual carnavalesco, tão apaixonadamente preparado e vivido pelo povo e que tantos milhões rende aos bolsos dos donos das festas e desfiles, só deixasse brilhar seu verdadeiro sentido quando o silêncio da Quarta-Feira de Cinzas se faz, com seu ritual das cinzas aplicadas em cruz sobre a testa dos penitentes acompanhado das palavras: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A quarta-feira, na qual tudo se acaba, proclama sua morte, que se encontra, agora, assumida pela disciplina da Quaresma, que substitui os folguedos e a descontração carnavalesca.

O Carnaval, portanto, não tem “rosto” próprio, já que sua identidade lhe é dada por um outro tempo e uma outra ordem de coisas e de sentido. Figura ele, ainda seguindo Roberto da Matta – como um momento sem nome ou vez, escondido que está nas dobras de um calendário sagrado. Situado entre o nascimento e a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a festa, que é o reinado de Momo, é efêmera como as alegrias e gozos imediatos. Ela como que assume e resume simbolicamente os momentos crísticos do Natal e da Páscoa e a numerologia cristã dos três dias de que fala o Novo Testamento. O Carnaval em si mesmo, portanto, é um evento relativo.

Com todo o brilho e o ruído que atraem todos os focos de atenção, na verdade está simplesmente resumindo algo de fulgor bem maior e duradouro: os três dias de folia se referem e encontram significação no mistério cristão, já que a festa carnavalesca nasce, agoniza e morre em três dias.

Sendo um evento sincrônico, repetitivo, prenhe de conteúdos cognitivos e afetivos, o Carnaval tornou-se e passou a ser um tempo social importante, fortemente ligado à experiência vital de uma sociedade, muito especialmente da sociedade brasileira.

Em uma leitura informada pela fé, porém, e mesmo aos olhos das Ciências Sociais, o Carnaval só pode ser compreendido no contexto da visão de mundo cristã. Carnaval e Quaresma no calendário cristão que rege o mundo após a queda do Império Romano – opõem-se no ciclo anual por seus conteúdos sociais e religiosos, implicando comportamentos individuais e coletivos opostos. Porém, na verdade, encontram seu ponto luminoso e iluminador na mesma pessoa de Jesus Cristo, Sol que nunca se apaga, Vivente por excelência, sobre quem a efemeridade das coisas e a corrupção da morte não têm poder.

Por isso mesmo, enquanto o mundo festeja com música, dança, comida e bebida fartas os festejos carnavalescos, muitos homens e mulheres aproveitam para procurar mosteiros e casas religiosas, a fim de aproveitar os dias livres de trabalho que o Carnaval proporciona para fazer retiro espiritual.

O retiro é algo antigo no Cristianismo, que data desde os primeiros séculos da era cristã. Mesmo antes do Cristianismo, no Antigo Testamento, encontramos Deus que chama o povo ao deserto para buscar a conversão, ou seja, a mudança de vida. E fazer esse movimento interior vai significar ir ao lugar por excelência, onde a fidelidade terá que ser encontrada sem ritos e sem visualidade que recreie a vista. Aí só haverá lugar para a escuta atenta e obediente, para o colóquio amoroso sem distrações, para o afastamento de tudo quanto pode distrair a mente e o coração daquilo que é a única coisa necessária: a interlocução com Deus.

Retirando-se durante alguns dias para ocupar-se somente do Senhor e sua Palavra, muitos e muitas estarão na verdade já antecipando o que será a vivência dos 40 dias da Quaresma, nos quais haverá tempo e condições apropriadas para converter-se e aproximar-se mais de Deus.

*Maria Clara Bingemer é teóloga, jornalista e escreveu a convite do Jornal O Testemunho de Fé.

Fonte: http://www.arquidiocese.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=865&sid=79

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6 comentários
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  1. Bendito seja Deus e mais amado e melhor servido seja o nome Deus todos os dias e principalmente nessa época , que o mal se propaga ,mais o nosso dever e rezar por nós e por eles para Deus tocar em vossos coraçoes e livrá_los dos laços de SATANÁS E de sua FEIRA DIABOLICA. Pois é assim que alegramos a Deus denunciando o mal ,falando a verdade.

  2. Excelente Matéria. Ela vem nos conscientizar da realidade que é o carnaval.

  3. Só vai para o inferno quem rejeita a Deus! Depois de tudo isso que lemos , e sentimos ao ler, vemos qu eo carnaval é um apartamento de Cristo! temos que nos unir a Cristo muiiitu maism, viver a Clausura Interior com mais ardor, infelizmente nem todos podem ententder o quanto Jesus sofre nesta época.

    Agora tenho uma dúvida quanto a matéria a Crstoteca que o Pe se refere é um espaço para os jovens, toda sexta-feira à noite, na grande cidade de São Paulo Capital), que não pára de funcionar um só minuto??

    Devemso nos resguardar nos eventos de nossa Comunidade Discipular Sobrenatural.

  4. bendito seja o nome do Senhor por velar por nossas almas, através da nossa vocação COT. Estas informações são muito preciosas para nós e tambem para orientar-mos os de nossa família e os que convivem ao nosso redor. Louvado seja Deus para sempre. Amem!

  5. “Toda escolha exige uma ou mais renúncias, cabe a tcada um fazer sua escolha e assumir todas as conseqüências!”

    DEUS abençoe a todos!

  6. Graças a Deus que eu tenho minha Comunidade Discipular..

    Louvado seja Deus!!!!

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