Durante muito tempo relutei em acreditar que o Judaísmo – assim como acontece no islamismo – possui um lado pouco conhecido do povo leigo. Por trás do ritualismo cerimonial, rico em tradições e costumes dos antigos, existe uma forte tendência ao ocultismo e ao misticismo puro e simples. Lendas, unicórnios, astrologia e cabalismo são apenas alguns dos aspectos que caracterizam a vida secreta do povo judeu.
Alguns pesquisadores procuram contornar a situação ao relegar o cabalismo à periferia, ou seja, um movimento dentro de outro movimento. Citam como exemplo o sufismo, que embora subsista dentro do Islamismo, não é reconhecido como parte da fé islâmica. No entanto, isso não serve para explicar todos os aspectos da fé islâmica em comparação ao judaísmo. É fato concreto que à medida que mais se afasta de Meca, mais sincrético e pagão torna-se o islamismo. Basta apenas uma simples visita aos muçulmanos do norte e sul da África para se constatar este fato. Há, também, inúmeras diferenças entre sunitas e xiitas. O Judaísmo faz parte do dia a dia do povo judeu, pois rege todos os aspectos de sua vida e conduta social. Não há como separar o judeu de sua fé. Também é verdade o fato que o Judaísmo esta imerso em folclore, misticismo, superstições, tradições e, pasmem, em ocultismo declarado.