A Girafa Imperosa
Posted on 5/3/2008 at 2:27:51 PM
3º lugar no Festival de Artes COT – Literatura
Certo dia, na cidade Esperança, D. Joana, a girafa, estava desesperada porque seus dois filhos, Pedro e João, haviam desaparecido. Ela já tinha procurado em todos os lugares altos que alcançava, mas nunca pensou em procurá-los nos lugares simples, como por exemplo em árvores e buracos que todas as crianças amavam brincar.
D.Joana era uma pessoa muito egoísta, não gostava de falar com os animais pequenos porque sempre que iafalar com eles tinha que baixar a cabeça para poder vê-los. Todos os moradores da cidade Esperança eram gentis e prestativos uns com os outros, mas D. Joana não gostava de receber ajuda de ninguém e não gostava de ajudar também.
Seu Eugênio, uma tartaruga já idosa, sempre lhe falava que ela devia ser menos independente, sorrir mais para as pessoas, pois um dia ela poderia precisar de alguém. Mas D. Joana, sempre imperosa, sem baixar a cabeça pra nada, nem ligava. Dizia ela que pedir ajuda era humilhar-se e ajudar alguém era dar brechas para que alguém se aproveitase dela.
Seus filhos gostavam de brincar de se esconder em buracos, como os tatus fazem; D. Joana não gostava disso, pois, dizia ela que esconder-se em buracos era coisa de pessoas sem educação e que seus filhos deviam ser os mais educados e elegantes de toda cidade. Nem mesmo no momento de desespero D. Joana pensou em pedir ajuda, pois não queria passar uma imagem de mãe descuidada, que fica perdendo seus filhos por aí.
Seu Eugênio estava chegando em sua casa, quando ouviu barulho de crianças. Olhando para D. Joana, percebeu que estava preocupada e com ânsia em ajudar-lhe perguntou o que estava acontecendo. D. Joana que não estava mais conseguindo controlar-se, em lágrimas disse-lhe que a dois dias seus filhos queridos tinham desaparecido. Seu Eugênio perguntou quem estava ajudando a procurá-los e ela disse que ele era o primeiro a saber, pois até queria, mas não teve coragem de pedir ajuda a ninguém.
Seu Eugênio chamou-lhe atenção dizendo que por causa desse orgulho ela poderia ter perdido o que mais ama nessa vida, mas que por sorte, ao vir para sua casa escutou barulho de crianças. Então, os dois correram para o local e viram que seus filhos estavam presos em um buraco, mas já havia várias pessoas tentando resgatá-los, pois ouviram seus gritos. Chegou então Jorge, o macaco, e os agarrou pelo rabo, puxando-os para fora do buraco.
D. Joana ao vê-los, os abraçou forte e, com os olhos cheios de lágrimas, agradeceu a todos e pediu desculpas por ter sido sempre tão orgulhosa, ignorando à presença deles e agindo como se ela bastasse a si mesma. Todos a abraçaram e daquele dia em diante, viveram unidos, uns defendendo e ajudando os outros.
Moral: Embora não percebamos, sempre precisamos do outro e, pedir ajuda não é humilhar-se, é mostrar que sozinhos nada podemos; ajudar ao próximo é mostrar, que amamos à imagem e semelhança de Deus.
Poemas & Poesias
maio 5th, 2008 at 3:23 pm
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