Na segunda noite da Romaria COT para Canindé, os romeiros ainda estão na estrada quando os primeiros raios de sol surgem no horizonte.

O cansaço físico é visível no rosto de cada um… sobrenaturalmente há uma intensa luta espiritual ocorrendo, na qual os vitoriosos não são os que conseguiram “vencer”, chegando a pé no segundo ponto de apoio, mas os que conseguiram vencer a si mesmos, renunciando-se nas pequenas coisas, as murmurações, as raivas, o orgulho… esses sim são os verdadeiros romeiros vitoriosos. Esse sim é o verdadeiro sentido da romaria… mais do que vencer o cansaço físico, percorrendo os 120 km de estrada a pé. Vencendo a si mesmo, os romeiros tornam-se verdadeiros heróis e heroínas da fé seja a pé ou seja no carro de apoio.

O segundo ponto de apoio se aproxima, as placas da rodovia indicam a distância restante a ser percorrida, motivo de ânimo e motivação para uns e de mais renúncia ainda para outros!

Enfim! Os romeiros chegam!
A alegria de concluir mais um percurso toma conta de tal forma que o cansaço é vencido e alguns romeiros pulam e correm, festejando!

É assim a Romaria COT para Canindé! Uma constante superação! Almas corajosas que lutam varonilmente contra as tentações e agem de modo a acumular tesouros no céu, onde a traça não corrói nem o ladrão rouba!

Chegando, é momento então de descanso, massagens, ligações para casa e de preparo para a terceira e última noite de romaria.

Já se sente levemente o calor de Canindé… poucos kilômetros dividem a romaria COT da Basílica de São Francisco das Chagas.
Um espírito de gratidão surge espontâneamente no coração do romeiro, por saber que participa de alguma forma do sofrimento de Cristo, pois suas pernas e pés cansados louvam ao Senhor e suas colunas doloridas adoram a Deus!