Senhor, Porque olhas para mim com amor?
Eu que peco contra ti, machuco o teu sagrado coração.


Filho vejo-te com muito amor e desejo que
a cada dia  me ame  cada vez mais,
quero dar-te muito amor.


Sou teu Senhor, mesmo pecando contra mim,
e me fazendo chorar pelo o peso dos teus pecados
conheço o interior do teu coração.


Mais saiba filho meu , que também sou justiça
dou-te o meu coração para que tenha misericordia de ti mesmo


Pois não quero condenar-te,
quero-te ao meu lado
e recompensar-te segundo o teu comportamento
e os frutos de suas ações.


Por isso filho meu,venho avisar-te
antes que minha justiça divina te encontre,
converta-te e segue-me.

Que aqui termine nossa exposição,
pois o sexto dia já se termino
e a totalidade do mundo á se completou;
quero falar agora do homem em sua perfeição.


Nele estão contidos os princípios
de todos os seres animados
e de alguma maneira a totalidade do universo,
e toda a beleza da criação.


Decerto fazemos silêncio
porque Deus repousou
de todas as obras deste mundo.
Repousou no retiro do coração do homem.
Repousou em seu espírito,
em seu pensamento.


Ele tinha moldado,
com efeito,
um homem capaz de razão,
seu imitador,
rival de suas virtudes,
ávido das graças celestes.



Deus repousa neles,
ele diz: “E para este que eu olho:
para o humilhado, o que tem o espírito abatido,
e que treme à minha palavra” (Is 66,1-2).



Dou graças ao Senhor nosso Deus
cuja obra foi tal que ele teve
de repousar dela!
Ele fez o céu e não consta
que tenha repousado por isso.



Fez também a terra e nunca
li que tenha repousado!
Fez o sol, a lua e as estrelas,
e nem nesse caso consta que tenha repousado.



Mas eis que leio que ele fez o homem
e então repousou,
pois tinha feito alguém
a quem ele pôde perdoar os pecados!



Ou então, talvez já se tivesse
antecipado o mistério
da paixão futura do Senhor,
ou tivesse sido revelado que
Cristo repousaria como homem,



Ele que desde todo o sempre
preparou o repouso
num corpo para a redenção
do homem, de acordo com o que ele
próprio disse com justeza:
“Deitei-me e dormi; acordei:
o Senhor me sustenta” (51 3,6).

Existe, aqui nesta terra,
Uma árvore excelente:
Sua raiz – que mistério! -
Se encontra, porém, no céu.


Debaixo de sua sombra,
Nada é capaz de ferir.
Sem medo da tempestade,
Lá se pode repousar.


Amor é o nome que tem
Essa árvore inefável,
E seu fruto delicioso
Leva o nome de abandono.


Já desde aqui, nesta vida,
Seu fruto me dá prazer.
Minh’alma rejubila
Com seu divino perfume


Este fruto, quando o toco,
Deixa impressão de um tesouro.
Mas é quando à boca o levo
Que sinto maior doçura.


Ele me traz, neste mundo,
Um mar inteiro de paz.
Neste repouso profundo
Encontro descanso eterno.


Só o abandono me leva
A Teus braços, ó Jesus,
Só ele me faz viver
A vida de Teus eleitos.


A ti, pois, eu me abandono,
Ó meu Esposo divino
E nada mais ambiciono
Que a unção de Teu doce olhar.


Para Ti quero sorrir,
Dormindo em Teu Coração
E sempre Te repetir
Que Te amo muito, Senhor.


Assim como a margarida,
Com seu cálice dourado,
Eu também, pequena flor,
Abro as pétalas ao sol.


Meu doce sol da vida,
Amabilíssimo Rei,
É Tua pequena Hóstia,
Tão pequenina como eu…


Os reflexos luminosos
De sua chama celeste
Fazem nascer em minh’alma
Um Abandono perfeito.


As criaturas deste mundo
Poderão me abandonar,
Mas, junto a Ti, sem queixar-me,
Passo muito bem sem elas.


Mas se Tu me abandonares,
Ó meu Tesouro Divino,
Mesmo sem Tuas carícias,
Ainda quero sorrir.


Quero esperar em paz,
Doce Jesus, Tua volta,
Sem jamais interromper
Os meus cânticos de amor.

Cada vez que olho para dentro de mim,
Deparo-me com “eus”.
Eus que encontro
A vagar por meus pensamentos e vontades.



Cada eu é uma parte de mim.
Uma parte que invade minha alma
Tentando sobreviver às batalhas
Que travo comigo mesmo.


Sim, batalhas.
Batalhas que surgem em meio a perguntas
O que sou? O que devo ser?
Aqui começa a luta.



Luta daqueles que aspiram ao eterno
Por que encontraram Deus dentro de si,
E por isso lutam.
Lutam pela santidade, matando a si mesmos.



Até quando devo resistir aos “eus” que me sufocam?
Até o sangue, até o Céu.
Onde verei a vitória:
Deus face a face.

É tempo de esquecer toda magoa
toda dor, guardada no coração.
É perdoando que se é perdoado
antes que o amor se esfrie
abra o seu coração
ame Jesus… ame Jesus no irmão.



Vamos dar o abraço da Paz,
enaltecer o amor
transformar toda a arma em flor
e no semblante sorriso sincero
porque antes do ventre de nossas mães
Jesus veio e nos amou!

Em teu coração puro, Maria, ó Virgem única,
venho colher o mais perfeito amor,
para deleitar o Coração Eucarístico.
Ah! Empresta-me teus ardores, para sempre.


Em tua santa alma, ó fornalha mística,
venho recolher o amor adorador,
para prestar homenagem ao Coração Eucarístico,
Virgem do amor, ah! empresta-me o teu coração.


Nossa Senhora, abismo seráfico,
venho colher o amor reparador
para consolar o Coração Eucarístico,
Mãe do amor, ah! empresta-me o teu coração.

Junto a ti, Soberana Angélica,
venho colher o amor imitador,
para copiar o Coração Eucarístico,
Rainha do amor, ah! empresta-me o teu coração!

Mantenha seus olhos puros para que Jesus possa olhar através deles.
Mantenha sua língua pura para que Jesus possa falar por sua boca.


Mantenha suas mãos puras para que Jesus possa trabalhar com suas mãos.
Mantenha sua mente pura para que Jesus possa pensar seus pensamentos em sua mente.


Mantenha seu coração puro para que Jesus possa amar com seu coração.
Peça a Jesus para viver sua própria vida em você porque:


Ele é a Verdade da humildade.
Ele é a Luz da caridade.
Ele é a Vida da santidade.


Madre Tereza de Calcutá

Se eu pudesse…
Se eu pudesse ver a face do Senhor
Não sei como agiria
Se pensaria em tudo o que já lhe causei



Ou se a contemplaria por toda a eternidade
Se eu pudesse tocar as chagas do Senhor
Não sei como agiria
Se ficaria envergonhado



Por ter sido tão cruel
A ponto de ferir-lhe a carne
Ou se pediria perdão
Por não ter pedido perdão antes




Ah Senhor, se eu pudesse…
Se eu pudesse voltar no tempo
E dedicar a minha vida inteira à Ti!
Se eu pudesse olhar o passado



E corrigir todos os meus erros…
Mas uma coisa eu tenho certeza
Meu presente e futuro
Serão dedicados aos Teus Mandamentos
Serão determinados conforme



A Tua vontade
Pois hoje eu selo Contigo
Um compromisso perpétuo de amor…

Sendo eu Tua filha, nenhuma limitação me detém
E posso eu desejar o possível e o impossível
O possível me é pouco, já que tua natureza em mim habita
O impossível a Ti cabe, confirmando minha dependência de Ti.


Desejo não apenas amar, como me seria possível
Desejo não apenas sofrer, como me pareceria fácil
Desejo caminhar não apenas até ali, onde meus olhos alcançam.
Desejo não apenas ser santa até onde sou capaz, quero muito mais!


Quero aquela santidade…
aquele amor…
aquela renúncia…
aquela dor…


Aquela santidade que escolheste para os santos, carne do Teu coração.
Aquele amor que os misturava a Ti.
Aquela renúncia que os cegava para o resto.
Aquela dor que dilacerava e embelezava seus corações.


Seria ousado de minha parte querer o que desejaste para poucos?
Ousadia seria querer pouco de Ti.

Toda alma que for simples e pura
Aqui realiza o seu sonho de amor.
E, mesmo sendo tímida pombinha,
Não mais precisa temer o abutre.


Levado pelas asas da oração,
Vê-se subir o coração ardente,
Como leve e sonora cotovia
Que, cantando, se eleva nos espaços


Aqui dentro se escutam os trinados
Do rouxinol, do alegre pintassilgo
Que, nas gaiolas, ó Jesus Menino,
Vão cantando Teu nome com gorjeios.


As avezinhas cantam sem parar,
Porque sua vida não as preocupa.
Com um grãozinho de alpiste se contentam
E não precisam nunca plantar nada.


Como elas nós também, neste viveiro
De Tua boa mão tudo ganhamos.
E somente uma coisa é necessária:
Sempre Te amar, Menino divinal!


Também nós entoamos Teus louvores,
Unidas aos espíritos celestes.
E sabemos que os anjos, todos eles,
Amam, no céu, as aves do Carmelo.


Para enxugar o pranto, meu Jesus,
Que Te fazem verter os pecadores,
Tuas aves repetem Teus encantos
e, cantando, Te ganham corações.


Um dia, já bem longe deste mundo,
Após terem ouvido o Teu chamado,
Todas as aves deste Teu viveiro
Baterão suas asas rumo ao céu.


Então, entre as falanges encantadas
De Querubins pequenos, jubilosos,
Ó divino Infante, Teus louvores
Nós cantaremos todas lá no céu.